Aos olhos dela, velho ele parece
a deficiência auditiva não o impede de ouvi-la mesmo
distante.
Mergulhado na realidade pacata, interiorana e livre
se alegra com as notícias agitadas que a fizeram
prisioneira.
Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...
Na despedida ele sabia que não voltaria,
E ela? Ah! Essa poupava lágrimas dizendo que retornaria
Viveria sonhos que era dele, vida simples,
pela segunda vez ao lado dele.
Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...
No retorno pressentia que ela não ficaria,
Ora se entristecia, ora a invadia,
Ora se alegraria com a aparente conquista
E depois descobriria, esta não se concretizaria.
Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...
Aos olhos dela os sonhos eram quase utopia
no entanto, ela não desistiria
ele a apoiaria na esperança de
que ela se realizaria.
Em poucos dias os sonhos a libertaria...
Luciléia Caetano
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