quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Que pena, os sonhos a tornaram prisioneira!






Aos olhos dela, velho ele parece

a deficiência auditiva não o impede de ouvi-la mesmo distante.

Mergulhado na realidade pacata, interiorana e livre

se alegra com as notícias agitadas que a fizeram prisioneira.


Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...


Na despedida ele sabia que não voltaria,

E ela? Ah! Essa poupava lágrimas dizendo que retornaria

Viveria sonhos que era dele, vida simples,

pela segunda vez ao lado dele.


Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...


No retorno pressentia que ela não ficaria,

Ora se entristecia, ora a invadia,

Ora se alegraria com a aparente conquista

E depois descobriria, esta não se concretizaria.


Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...


Aos olhos dela os sonhos eram quase utopia

no entanto, ela não desistiria

ele a apoiaria na esperança de

que ela se realizaria.


Em poucos dias os sonhos a libertaria...








Luciléia Caetano

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chegaste?!





Vieste hoje deixando a sensação que havias partido anteontem à sua chegada.

E antes mesmo de notar sua presença, já partias.  

Até antes de acostumar com a possibilidade da ausência.




Luciléia Caetano