domingo, 8 de abril de 2012

Necessidade!




 Proporia viver o amor em toda sua infinitude e complexidade

 
Bradaria a todos a segurança dita e vista

E não importaria com as lágrimas de coração

 nos dias de insegurança e indecisão.


Seria folha em branco, moça sem prantos.

 
Proporia uma noite no bar, um show de luar,

Um riso de alma, um banho de chuva,

Uma moda antiga, um desvendar de olhares.

 
Seria folha em branco, moça sem prantos.


Proporia desejos carnais, toques essenciais

Palavras sinceras, convites concretos,

O penúltimo abraço, um adeus de até breve


Seria folha em branco, moça em prantos...


Luciléia Caetano

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Máscaras

                                                
Dos 27 anos, 26 e meio fostes ator.
Atuaste tão bem nas cenas de paixão,
tragédia e drama. 
Na comédia então, tornaste rei! 

Ou Será que fui eu, a rainha da comédia?

Declaraste pra decepcionar
Fez rir e depois chorar
Fui calada, aprendi a gritar
Desenhei pra apagar

Ou será que fui eu, a rainha da tragédia?

Nestes anos querendo ser
sinônimo fui antônimo,
fui hipérbole, antítese
 eufemismo e metonímia.

Ou será que fui eu, quem criou a ficção?

Fui emoção. Partirei pra ter razão.

Ou será que sou eu, a poeta sem paixão.



Luciléia Caetano