quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

É hora de abandonar velhas certezas?






    É chegado o tempo de novas descobertas, de velhos confrontos, sob nova óptica. Em dias assim é preciso (re) inovar, (re) inventar, (re) estruturar, (re) imergir.
   Hábitos dantes pertencentes somente as vias de aspirações, (re) surgem, (re) dimensionam, (re) estimulam. É tempo de (re) negociar com os sonhos e (re) nascer novamente.
    No principio parece ser imprenscindível   voltar ao ventre, alimentar-se daquela força  adquirida somente sob proteção maternal, (re) aconcheguar-se, sentir-se precavida de qualquer tipo de agressão visual, respiratória, auditiva, sentimental, mental e, só depois dar início a todo o processo do "Viver" novamente, com todo o vigor e jovialidade necessários para alavancar e (re ) começar do reduntante primórdio, onde o caminho a seguir é apenas via de mão única.
    No primeiro impacto, o desespero de estar diante de uma das encruzilhadas formadas pela vida, notar-se frágil e despreparada para (re) tomar certas decisões é assustador, e quando em certos aspectos da vida já se alcançou exatamente aquilo que poderia ter almejado por uma vida inteira  e em um milésimo de segundo, num "acordar pra vida" sem necessariamente ter almejado isso, nota que de forma bem grotesca, o corrimão que serviu de apoio todos esses anos para chegar ao vigésimo sétimo andar, talvez já não ofereça a mesma segurança necessária para chegar ao trigésimo, este momento meus caros é inadjetivável.
    Quem se arrisca a afirmar que o mais sensato é descer degrau por degrau e correr o risco de ter sensações Déjà vis de conquista, só que no caminho inverso! Essa atitude levaria mesmo a um regresso?
    Quem se atreve a afirmar que o mais correto é seguir em frente nas mesmas circunstâncias, apesar da insatisfação, e correr o risco de nem chegar ao próximo andar e ter uma queda daquelas  capaz de quebrar as duas pernas? Terias força o bastante para se levantar e seguir em frente? Ter tido dúvida de estar segura ou não, nesse caminho que tens trilhado irá prejudicar o seu trajeto, caso decida continuar? Será que chegarás ao menos até o vigésimo sétimo andar, caso decida descer e recomeçar?
    Ter todas essas dúvidas é normal, no entanto, talvez pelo medo, pela indecisão, pela aparente imparcialidade dos que a rodeiam pensas que não haverá alternativa, se escolher seguir por aqui o fim será este, ou se for por ali o fim será aquele.
     Mas a única certeza é que a vida não acontece dentro de um prédio abandonado onde o único apoio que temos são os corrimões. Na vida temos pessoas, que caminham do nosso lado, a nossa frente ou um pouco atrás e que estão aptas a nos ajudar a levantar após as quedas. Sim,  após e não antecipadamente as quedas por que são através delas que ganhamos sustentação e força para levantar e continuar  a construir a dita "VIDA".




Luciléia Caetano

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Refletir é uma arte!