quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Subdivida-se. Se possível!

Uma pequena, mas significativa mudança: na vida a gente nasce, cresce e vai morrendo ao longo dos anos. Cada pessoa que amamos e que se vai, arranca aquele pedaço que ocupava na gente, e deixa o vazio que nunca será preenchido, nem deseja-se. 



Deseja-se sim:
continuar agora a então árdua caminhada,
ter ao menos em sonho a oportunidade de dizer o último adeus,
permita-me Morfeu?

Almeja-se assim:
vomitar aquelas velhas e não ditas palavras que traduzem
os sentimentos que jamais hão de morrer,
permita-me Deus?





sábado, 11 de agosto de 2012

Aportuguesando-me!






Sou primeira pessoa, singular, só que do plural.


Sou toda essa conjugação do presente, do futuro, ultrapassando os pretéritos.

Sou rótulo desgrudado de embalagens.

Sou essa palavra toda, escrita, reescrita porque gritada já fui demais.





Luciléia Caetano

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ficam os bons!








O saudosismo só faz bem quando somos capaz de abstrair da vida somente os bons momentos!



Luciléia Caetano







domingo, 8 de abril de 2012

Necessidade!




 Proporia viver o amor em toda sua infinitude e complexidade

 
Bradaria a todos a segurança dita e vista

E não importaria com as lágrimas de coração

 nos dias de insegurança e indecisão.


Seria folha em branco, moça sem prantos.

 
Proporia uma noite no bar, um show de luar,

Um riso de alma, um banho de chuva,

Uma moda antiga, um desvendar de olhares.

 
Seria folha em branco, moça sem prantos.


Proporia desejos carnais, toques essenciais

Palavras sinceras, convites concretos,

O penúltimo abraço, um adeus de até breve


Seria folha em branco, moça em prantos...


Luciléia Caetano

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Máscaras

                                                
Dos 27 anos, 26 e meio fostes ator.
Atuaste tão bem nas cenas de paixão,
tragédia e drama. 
Na comédia então, tornaste rei! 

Ou Será que fui eu, a rainha da comédia?

Declaraste pra decepcionar
Fez rir e depois chorar
Fui calada, aprendi a gritar
Desenhei pra apagar

Ou será que fui eu, a rainha da tragédia?

Nestes anos querendo ser
sinônimo fui antônimo,
fui hipérbole, antítese
 eufemismo e metonímia.

Ou será que fui eu, quem criou a ficção?

Fui emoção. Partirei pra ter razão.

Ou será que sou eu, a poeta sem paixão.



Luciléia Caetano 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Como Olga!







Já havia assistido Olga, mas dessa vez sob uma nova óptica
me emocionei muito.Na verdade, estava particularmente sensível,
Os fatores? são tantos que seria difícil enumerá-los.

A história se fundiu com minha própria história de vida
me senti Olga... corajosa, revolucionária, sonhadora, racional,
humanitária e vunerável. Como Olga, já fui convicta que se caísse não choraria e
hoje, ah! hoje eu choro à cada tropeço.

Como Olga, sonhei em mudar o mundo no entanto, me vejo consumidora,
mais que isso, sou prisioneira do sistema, hoje quero estar presa,
já me adaptei, acomodei. Amanhã já não sei fugi de alguns amores
aqueles que enfraquecem e que fortalecem.

Amei. Sim!, eu amei, abandonei, fui amada,
abandonada, mas ainda há esperança,
sempre há! ...A minha é que como Olga
eu encontre um que Prestes, liberte...


Luciléia Caetano 

(Do passado restou bastante coisa boa, o que não deixa necessariamente de ser aplicável ao contexto atual,  reflexão de 2009)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Humanizar é preciso!


               Ás vezes é verdadeiramente cômico como a vida surpreende, ainda não consigo precisar a quantidade de mulheres que há de concordar comigo, digo mulheres pelo simples fato de sermos mais detalhista, arrisco até a nos qualificar como analistas, mas o fato é que retrocedendo alguns, por sinal pouquíssimos anos, sendo bem pouco sincera neste caso, até anteontem quando fazia ensino médio custava a entender em que momento    corriqueiro da vida seria necessário utilizar todos aqueles conceitos de gramática e matemática, os dois monstros do público estudantil, e hoje me pego o tempo todo tendo que relembrar sobre as conjugações principalmente de tempo e pessoa nas minhas relações sociais, portanto não ouse ser, usar, ou colocar-me no presente caso eu, ou outro indíviduo envolvido faça parte do pretérito seja ele imperfeito, perfeito ou mais que perfeito,  se a verdadeira intenção não for a conjugada, não pense que só porque somos mulheres, tachadas como intuitivas, conseguiremos advinhar o que há por trás de uma péssima conjugação verbal. Nem aprofundarei no quisito pontuação mesmo porque teria que iniciar pelo ponto final (.) E tudo acabaria por aqui (,) ou não (;) poderia vir algo depois (:) como sempre vem.
               Em outras situações surpreendo-me relembrando, repetindo, buscando no inconsciente aqueles conceitos geométricos e matemáticos, dantes um tanto quanto incapazes de serem absolvidos pela aparente infrutífera mente, no entanto, ao conseguir extrai-los da adormecida memória associo o mais rápido possível às circunstâncias e me questiono por exemplo, no conceito de retas paralelas: estão num mesmo plano, mas não se cruzam (não têm nenhum ponto em comum). Se humanizado este conceito duvido que poderia algum dia na vida ter esquecido que estar paralelo quer dizer: apesar de estar no mesmo plano jamais se cruzarão. Este foi apenas um exemplo, não duvide há uma infinitude de conceitos dos diversos ramos do conhecimento que mais cedo do que pretendes serão necessários para entender o início, o rumo ou o final dos diversos tipos de relações que construímos / reconstruímos ao longo da vida.          
                      Porém, o mais interessante mesmo caríssimos, é notar-se de repente dominando o que antes era aparentemente indominável, tanto no conceito real passado por nossos mestres, como na relação direta que estes tem com aquilo que não há mestre capaz de ensinar, que é a  superação e aprendizado de tudo que surge no percurso do caminho que nos leva à maturidade.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Que pena, os sonhos a tornaram prisioneira!






Aos olhos dela, velho ele parece

a deficiência auditiva não o impede de ouvi-la mesmo distante.

Mergulhado na realidade pacata, interiorana e livre

se alegra com as notícias agitadas que a fizeram prisioneira.


Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...


Na despedida ele sabia que não voltaria,

E ela? Ah! Essa poupava lágrimas dizendo que retornaria

Viveria sonhos que era dele, vida simples,

pela segunda vez ao lado dele.


Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...


No retorno pressentia que ela não ficaria,

Ora se entristecia, ora a invadia,

Ora se alegraria com a aparente conquista

E depois descobriria, esta não se concretizaria.


Que pena! Os sonhos a tornaram prisioneira...


Aos olhos dela os sonhos eram quase utopia

no entanto, ela não desistiria

ele a apoiaria na esperança de

que ela se realizaria.


Em poucos dias os sonhos a libertaria...








Luciléia Caetano

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chegaste?!





Vieste hoje deixando a sensação que havias partido anteontem à sua chegada.

E antes mesmo de notar sua presença, já partias.  

Até antes de acostumar com a possibilidade da ausência.




Luciléia Caetano

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Aqui não AMOR!






Hoje não amor, vais em busca de outro coração
que te aceite com todos seus defeitos,
e não teça pré-conceitos ao seu respeito,

Que te ame sem exigências de futuro,
que aceite voar, apesar das suas asas inseguras

Quanto a mim? ficarei aqui.
E quando esse revoltado coração sobrepor a razão,
voltes aqui, busque também a mim.





Luciléia Caetano

Adeus







Lá se foi o exagero,
o desespero,
a sede,
a brasa.

As certezas,
os passos certos,
os risos de conquista.

O tiro de meta,
as quedas de bicicletas,
as estrelas do céu,
o pôr - do - sol.

  Lá se foi
o tempo perdido,
os amores não vividos,
o grito de dor.

a solidão,
a depressão,
a antítese.

Lá vem
o nó na garganta,
a dor no peito.
Agora, sem pré-conceitos.

Lá vem
o medo de encarar as alianças desfeitas.

Lá vem o futuro...
Pesadelo de anos.




Luciléia Caetano

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

É hora de abandonar velhas certezas?






    É chegado o tempo de novas descobertas, de velhos confrontos, sob nova óptica. Em dias assim é preciso (re) inovar, (re) inventar, (re) estruturar, (re) imergir.
   Hábitos dantes pertencentes somente as vias de aspirações, (re) surgem, (re) dimensionam, (re) estimulam. É tempo de (re) negociar com os sonhos e (re) nascer novamente.
    No principio parece ser imprenscindível   voltar ao ventre, alimentar-se daquela força  adquirida somente sob proteção maternal, (re) aconcheguar-se, sentir-se precavida de qualquer tipo de agressão visual, respiratória, auditiva, sentimental, mental e, só depois dar início a todo o processo do "Viver" novamente, com todo o vigor e jovialidade necessários para alavancar e (re ) começar do reduntante primórdio, onde o caminho a seguir é apenas via de mão única.
    No primeiro impacto, o desespero de estar diante de uma das encruzilhadas formadas pela vida, notar-se frágil e despreparada para (re) tomar certas decisões é assustador, e quando em certos aspectos da vida já se alcançou exatamente aquilo que poderia ter almejado por uma vida inteira  e em um milésimo de segundo, num "acordar pra vida" sem necessariamente ter almejado isso, nota que de forma bem grotesca, o corrimão que serviu de apoio todos esses anos para chegar ao vigésimo sétimo andar, talvez já não ofereça a mesma segurança necessária para chegar ao trigésimo, este momento meus caros é inadjetivável.
    Quem se arrisca a afirmar que o mais sensato é descer degrau por degrau e correr o risco de ter sensações Déjà vis de conquista, só que no caminho inverso! Essa atitude levaria mesmo a um regresso?
    Quem se atreve a afirmar que o mais correto é seguir em frente nas mesmas circunstâncias, apesar da insatisfação, e correr o risco de nem chegar ao próximo andar e ter uma queda daquelas  capaz de quebrar as duas pernas? Terias força o bastante para se levantar e seguir em frente? Ter tido dúvida de estar segura ou não, nesse caminho que tens trilhado irá prejudicar o seu trajeto, caso decida continuar? Será que chegarás ao menos até o vigésimo sétimo andar, caso decida descer e recomeçar?
    Ter todas essas dúvidas é normal, no entanto, talvez pelo medo, pela indecisão, pela aparente imparcialidade dos que a rodeiam pensas que não haverá alternativa, se escolher seguir por aqui o fim será este, ou se for por ali o fim será aquele.
     Mas a única certeza é que a vida não acontece dentro de um prédio abandonado onde o único apoio que temos são os corrimões. Na vida temos pessoas, que caminham do nosso lado, a nossa frente ou um pouco atrás e que estão aptas a nos ajudar a levantar após as quedas. Sim,  após e não antecipadamente as quedas por que são através delas que ganhamos sustentação e força para levantar e continuar  a construir a dita "VIDA".




Luciléia Caetano