sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sem medida!



Eu até te completaria

Mas não sei sua medida

Quanto de mim cabe em você?



Luciléia Caetano

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Hondando!




Estando a um passo da primavera

E o frio do inverno ainda honda a janela,

honda as pernas descobertas,

honda as mãos que protegem a ponta do nariz


Que vontade de Hondar pra fora daqui!


Estando a um passo do verão,

os ventos do outono ainda sopram aqui:

palavras, versos, fotos e lembranças,

daqueles outroros tempos, outroras estações.


Que saudade de Hondar pra dentro de ti!


Estando a um palmo do nariz,

Notou olhos felizes, sorriu e partiu.


Hondando em busca de outras sensações!


Luciléia Caetano

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Afinal, foges de quê?





A história é a mesma pra QUASE todo mundo. Fim de tarde, o sol continua lá, no mesmo lugar. O que caracteriza o provável fim de mais um dia é a falta de energia, energia essa física, mental e provavelmente emocional.


Lá está ela, sentada em baixo de uma árvore de um canteiro em uma das avenidas movimentada da grande e interiorana Goiânia, vestida por uma capa de invisibilidade observa milhares de carros que passam se ultrapassam e seguem o curso normal de seu destino, nas mãos uma criança a única conquista de uma vida toda, nos pés aquele velho calçado que a tem acompanhado a canto nenhum. A luta diária é em busca do seu destino, ou de um destino qualquer, que seja mais generoso, mais visível e menos solitário.


Um olhar no infinito, o outro na realidade, tudo passa diante de seus olhos, mas os pensamentos estão em outro lugar, na infância que passou cedo demais, na adolescência que trouxera consigo as responsabilidades da maioridade, enfim nas diversas possibilidades que a enviaram até ali.

A única certeza é que não tem para onde ir, nunca tivera, por isso fugira e continuara nessa caminhada fugitícia¹. Afinal, foges de quê? Pra quê? És invisível mulher, não te preocupes vives à margem da sociedade que há tanto já não te enxerga mais. Para ti tanto faz, fazer teu pouso aí, ali, lá ou acolá. Fique aí mesmo ninguém vai te incomodar.

Eu continuarei de cá, no meu lugar intermediário, reflexivo, piedoso, sem condições de ser caridoso e prometo apenas observar se possível fotografar. Cenas assim são para registrar e já que a tecnologia permiti, por que não PUBLICAR?


¹Fugitícia = fuga fictícia

Luciléia Caetano




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

É por aí que queres seguir?






Alta, magra, comunicativa, inteligente e educada,

estilo miss. E de repente um olhar lacrimejante. Então Miss?
 As passarelas da vida já não a recebem com tapete vermelho?
 Há quem jogaria pétalas pra você passar.

Por onde tu andas, porque não deixas rastro?
 
Deixaste apenas os lenços de lágrimas,
O riso forçado o perfume no ar. Então Miss?
 Porque foges dos holofotes que conquistastes?
 Há quem choraria para te ver sorrir.
 
Por onde tu andas, porque não choras no caminho?
 
Por que preferes ficar aí no cantinho?
Há quem te consolaria, afagaria teu ego,
Acalmaria teus medos
 E dividiria contigo todos os segredos.

 
Por onde tu andas, porque não mudas de caminho?

 
Há muito para se dividir além do carinho que te prendes

 Tome uma atitude, pare de fugir

 Junte-se aos que te fazem sorrir.

 
É por aí que queres seguir? 



Luciléia Caetano

Pra que entender?


Quer saber? Tanto faz se vai amanhecer,
entardecer ou anoitecer.


Os que passam por aqui vão exatamente em uma direção,
sul, oeste, leste todas determinam algum NORTE.
Será que todos conhecem a sorte?


Quer saber? Tanto faz se conseguem ver
o sofrer ou até mesmo o morrer.


Todos terão um fim, independente da visibilidade,
da mediocridade aproveite só em vida há relatividade.


Quer saber? Nessa história de viver
não dá para entender se é o ser que determina o rumo da vida
ou o rumo que a vida toma que determina o ser!


Luciléia Caetano.

Assertividade!


 
Partiu do porto certo,

do ponto certo,

do jeito certo,

com destino certo,

companhias certas.


Motivos certos,

passos certos,

olhares certos,

tudo dava certo.


E num momento certeiro

veio o desacerto,

o desespero,

o desapego,

e lá estava ela desentendida,

pega desprevenida.


Pronto, num disse mais nada dessa vida...
 
 
 
Luciléia Caetano

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cotidiano!





Acordo

de um sonho novo,
planos novos,
e derepente,
o velho de novo.

 
Nós de novo,
de um jeito novo
o velho olhar,

emoções novas,
informações novas,
conheço-te de novo,
vais de novo...

 
E eu?

aguardo o amanhã....

Háverá o amanhã?




Luciléia Caetano